domingo, fevereiro 26, 2006

Sou Brasileira

Sou brasileira com muito orgulho. Como diz a letra de uma música:
"Moro num país tropical,
Abençoado por Deus
E bonito por natureza
Mas que beleza
Em fevereiro tem carnaval..."
O problema é esse, sou brasileira e não gosto do carnaval, será que sou anormal? É como um espanhol não gostar de touradas, um português não gostar de fado, um inglês não gostar de chá, enfim... é daquelas coisas que as pessoas supõem que por ser de determinado lugar você goste de determinada coisa. Ainda bem que existe a TV à cabo, mas qual não é a minha surpresa ao assistir o telejornal da SIC internacional algumas mulatas agitando seus pandeiros em pleno inverno português. Achava mais interessante o Entrudo com suas laranjas e tomates podres. É o efeito "globalização".

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Pausa pedagógica

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Agostinho da Silva / 100 Anos

Parece que toda a gente está de acordo em que o mundo inteiro se encontra em crise. Como isto me parece demasiado vasto para eu poder ser util, decidi que sou eu quem está em crise e talvez consiga sair dela com três princípios: O de me ver livre do supérfluo, o de não confundir o verbo amar com o verbo ter, o de prestar voto de obediência ao que for servir, não mandar.

domingo, fevereiro 12, 2006

World Press Photo of the Year 2005

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Preciso de dormir para parar de sonhar (2ª edição)

Nestes últimos tempos raramente tenho sonhado. Só mesmo de olhos abertos, o que, convenhamos, não tem a mesma graça. Mas nem sempre foi assim. Quando era mais novo sonhava imenso. Muito mesmo. Talvez porque tinha mais tempo, mais disponibilidade e menos preocupações, não sei. O que sei, é que era muito bom. Especialmente naquela altura do sono, entre as 8 horas e o meio-dia, em que já se está meio consciente e que se consegue controlar o sonho a nosso belo prazer. E sonhar assim é do melhor que há. Muito mais real e interessante do que qualquer bom filme. Nem que seja porque o actor principal, realizador e argumentista somos nós próprios. Ainda por cima, desta forma, tem-se a possibilidade de sonhar com as coisas mais fantásticas e impossíveis que se possam imaginar. E sempre com a garantia de um final feliz - e para o nosso lado, claro. Pelo menos se conseguirmos levar o sonho até ao fim, o que, muitas vezes, por causa da hora de almoço ou do raio da campaínha que não pára de tocar por causa dos tipos da publicidade, se torna impossível. E acordar a meio de um sonho destes é do mais bárbaro que existe. Até porque, por muito que se tente, não se consegue voltar a ele. É de ficar amuado para o resto do dia de tão bom que era.

Tenho para mim que só não gosta de dormir aquele que não é capaz de sonhar. Hoje em dia, por muitas tentativas que faça, já não consigo sonhar desta forma. O que é uma enorme frustração - ainda para mais com a qualidade dos filmes que por aí andam. Assim, os meus níveis de ficção, imaginação e auto-estima andam muito por baixo. E, para piorar as coisas, como não consigo sonhar, perdi a motivação para dormir, o que faz com que ande com umas olheiras de todo o tamanho, mal humorado e a bocejar todo o dia. O que, diga-se, é muito chato. Especialmente quando alguém está a falar para nós de coisas importantes. Por isso, apesar de não saber a quem me devo dirigir, quero reivindicar aqui os meus sonhos de volta, assim como as minhas dez horas de sono por dia.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Oh tempo, volta para trás...

O que se segue, são trechos* retirados de um regulamento interno de uma escola primária de Guardão, elaborado pelo professor que a regia em 1820. Vale bem a pena ler, não só porque tem imensa piada, mas também para ter algum termo de comparação com a actualidade.

“Artigo 1º. As horas de abrir a escola são no verão de manhã às 7 e de tarde às 3; (...) todo o estudante que exceda este tempo sem legítima escusa, tem de pena 2 palmatoadas.”

“2º. Os que vierem antes daquele tempo nunca aproximarão à escola sem que o professor dê sinal; e se fora estiverem fazendo gritarias, algazarras ou outras acções indignas, que mostrem o pouco respeito que têm ao mestre, o qual devem supor que os está ouvindo e vigiando, e que também não receiam o castigo, o terão de 3 palmatoadas.”

“3º. Quando entrarem na escola, ou saírem dela, o farão 2 a 2, e nunca em montão nem encontrando-se uns aos outros;(...) irão com o mesmo sossego tomar os seus lugares, assentando-se em boa figura, corpo direito e pés bem postos, e começarão a estudar sem que lhes importe mais nada; o que faltar a isto tem a pena de 2 palmatoadas.”

“21º. Espirrando o mestre, todos se erguerão dizendo – Viva – e se assentarão ao responder ele – Obrigado – (...) O que assim não fizer tem a pena de 2 palmatoadas.”

“23º. Não lhes é permitido bocejar, espreguiçar-se, nem estarem arranhando indecentemente com todas as unhas, na cabeça ou outras partes do corpo; Por serem acções estas que se podem tornar viciosas, além de serem nojentas e pecaminosas no meio de uma sociedade bem educada; a quem igualmente escandaliza e ofende muito o meter a mão na braguilha ou outras partes desonestas.(...) Não o fazendo, tem por cada vez a pena de 2 palmatoadas.”

“24º. Quando se lhes abrir a boca involuntariamente, acudirão logo a cobri-la com a palma da mão, para assim encobrirem o que esta acção tem de nojenta e feia. O que assim não fizer tem a pena de 2 palmatoadas.”

“25º. Escarrarão brandamente entre os pés, e com estes, sem fazer grande estrondo, esfregarão os escarros de modo que nada se veja deles; o que assim não praticar tem a pena de 2 palmatoadas.”

“26º. Todos trarão os seus lenços para se assoarem; o que devem fazer sem grande estrépito, nem olharem para o que tiraram do nariz; o que assim não cumprir tem a pena de 2 palmatoadas.”

“30º. Nenhum dos meus discípulos admitirá na sua companhia qualquer rapaz que não seja estudante. Pois que se for visto em algum comércio, brinco ou conversação com os ociosos e malcriados para destruírem a boa moral e educação em que desejo tê-los, terão, sobre a de estarem 2 dias de pé na escola, a pena de 4 grande palmatoadas”.

*Agradecido ao professor Orlando pela cedência do documento

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Frases feitas

Não há homens feios. Há é homens pobres.

Constatação

Não percebo as más línguas para com a capacidade do José Castelo Branco em representar. Ontem, aos pedaços, vi ele a imitar um homem e até acho que não se saíu nada mal.

domingo, fevereiro 05, 2006

Ponto de ordem

Aos poucachinhos estou tentando voltar ao Coisas Breves. Neste meu regresso, em fraco, até um conto escrevi. Curto, é certo, mas, julgo, não menos significativo. Porém a ausência de comentários fez-me ver que afinal o conto além de curto era mau. Aliás, voltando a isso dos comentários, começo a reparar que os meus caros leitores, especialmente os amigos, só gostam de comentar quando escrevo algo mais pessoal e passível de me trazer chatices. Mas adiante.

sábado, fevereiro 04, 2006

Pague um leve Três

Ao que parece, o Benfica continua em época de saldos.

Sofia Maria aos 6 meses.


Espero pela papa e me dão isto...

Provo para ver se é bom...


Nããão, flores, definitivamente, não abrem o meu apetite.