terça-feira, novembro 29, 2005

Na falta de tempo para escrever alguma coisa de jeito, fica isto!

Uma loira entra numa loja de cortinas e diz para o empregado:
- Por favor, eu queria umas cortinas para o monitor do meu computador!
O empregado, espantado, diz:
- Mas, minha senhora, os monitores não necessitam de cortinas.
Diz a loira, com ar de espertalhona:
- Helloooooooooooooooo?!?!?!?!......... Eu tenho o Windows!!!!!!!

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sábado, novembro 19, 2005

Uma certa fobia às palavras (2ª Edição)

Maria parou no meio da rua, assim, de repente. Sentiu um arrepio que a fez gelar e os seus olhos ficaram colados ao chão. Desejou que uns dedos, feitos de ar, feitos de raios de sol, agarrassem a sua cara, lhe fechassem os olhos e a deixassem adormecer num abraço. Maria tem destas coisas... Todos os seus pensamentos são segredos que se vão acumulando em pequenas caixas de cartão azul. Caixas que se vão acumulando em pilhas, que se vão afogando em pó. O que Maria não sabe é que parou ali, no meio da rua, para não tropeçar, não cair. Maria não anda muito, porque tem medo de cair. Maria só diz o essencial, para não fazer figura de parva. Maria tem medo que os olhos de estranhos percorram a sua pele, a sua roupa, se riam do seu cabelo. Esconde as mãos nos bolsos e não levanta os olhos. E distraiu-se, está ali parada, sem perceber, há demasiado tempo. De certeza que alguém já notou. Segue o seu caminho. Apetece-lhe dar passos muito lentos mas tem pressa de chegar a casa.

Maria, vou abraçar-te pelas costas e sentir no meu braço o teu coração bater. Vou puxar-te pela mão e obrigar-te a vir comigo. Empurrar-te para a relva, para veres que não dói cair. E dizer-te com um sorriso nos lábios que não faz mal, que a roupa se lava. E se não disseres nada, com medo do que eu possa pensar, vou beijar-te. Vou dizer eu todas as palavras que o teu cheiro desperta em mim. Até que um dia, quando os outros olharem, tu tenhas orgulho de estar ao meu lado.

Liliana Moita

segunda-feira, novembro 14, 2005

Esquemas de vida

domingo, novembro 13, 2005

Dilema da semana

Apesar de objectivamente não concordar com os motivos invocados pelos sindicatos para a greve dos professores da próxima sexta-feira, acho que desta vez é inevitável e irrecusável não me mostrar solidário com os meus colegas. Afinal, não são todos os dias que se tem um fim de semana grande.

sábado, novembro 12, 2005

Para além da sinceridade

Se há defeito que não suporto é a sinceridade. Melhor, se há coisa que me chateia ouvir é, alguém dizer de si próprio, que o seu maior defeito é ser sincero. Mesmo aqueles que se dizem muito humildes, não conseguem ser pior que esta espécie de gente que insiste em fazer crer que são o que não são, apenas por vaidade. Aliás, se há coisa que estas pessoas demonstram é falta de humildade e de vergonha. Bastava um pouquinho de cada uma para perceberem que ninguém acredita no que dizem. Nem elas próprias. Pelo contrário, quem profere uma frase destas sabe muito bem que não está a ser sincero. Pensa apenas que desta forma se valoriza perante o seu interlocutor e que o faz acreditar em uma de duas coisas: que não tem defeitos e que é uma óptima pessoa ou que é uma pessoa geneticamente desbocada que diz tudo o que lhe vem à cabeça.

Por outro lado há pessoas que acham que a sua maior qualidade é serem sempre sinceros. E, por muito que me custe dizer, acham mal. Quem tem um mínimo de experiência de vida sabe muito bem que nem sempre ser sincero é o melhor. Obviamente que não quero dizer que mentir é preferível. Há que saber o que se diz e o que se pode e é conveniente dizer. É uma questão de motivo. Afinal, o que deve medir a nossa sinceridade não são as palavras em si, mas sim a intenção com que as dizemos. Até porque, como diz o poeta, quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.

sexta-feira, novembro 11, 2005

Sugestões

A maior chatice das coisas boas é que, quase sempre, acabam rápido. Alguns dos blogues que gostava já acabaram. Outros, abandonados ao silêncio e à solidão, transformaram-se em blogues vegetais, que apenas não desapareceram porque continuam ligados à máquina. Porém, muitos outros vão aparecendo ou simplesmente se tornando visíveis. É um mundo imenso, inesgotável, e no qual vale a pena gastar algum do nosso tempo. Por isso, sempre que se chatearem de vir aqui e não encontrarem nada de novo - nem tiverem paciência para ler os meus arquivos - dêem uma vista de olhos na coluna dos meus blogues favoritos, da qual hoje destaco o Origem das Espécies, a minha nova visita diária.

quinta-feira, novembro 10, 2005

Declinações de Esquerda

Começo a compreender que não se pode viver sem uma consciência política da vida: a minha estadia aqui tem-me aberto os olhos para muita coisa que não se pode dizer por carta. Isto é terrível – e trágico. Todos os dias me comovo e indigno com o que vejo e com o que sei e estou sinceramente disposto a sacrificar a minha comodidade – e algo mais, se for necessário – pelo que considero importante e justo. António Lobo Antunes

quarta-feira, novembro 09, 2005

A Pandemia do Egoísmo

Cada vez me convenço mais de que a descoberta da vacina contra a Malária só acorrerá quando, por algum meio ou forma, o vírus chegar à Europa ou América. Até porque morrer dessa forma é inadmissível. Pelo menos quando perto de nós, claro.

terça-feira, novembro 08, 2005

Jogo dos Pobres

Apesar de não ser a mesma coisa do que na realidade, aqui fica uma óptima sugestão para se descontrair e divertir um pouco.

segunda-feira, novembro 07, 2005

Saudades da mnha terra de São Nicolau (V)

domingo, novembro 06, 2005

Antigamente é que era bom!

Um dos nossos grandes problemas é sermos muito dramáticos e pessimistas. Independentemente da situação, sentimo-nos sempre em crise. Vivemos em crise. Talvez por isso que recordamos sempre os tempos passados, que na altura também já eram de crise, como os melhores. No entanto vivemos num mundo que, de dia para dia, pula e avança de uma forma extraordinária. E, a verdade é que nunca como hoje as pessoas tiveram tão boas condições de vida. Por outro lado, também, nunca como hoje as pessoas andaram tão deprimidas, o que não deixa de ser um pouco estranho e contraditório. O pior é que nem nos apercebemos desta contradição em que vivemos. Por isso dizemos que estamos em crise. Ou seja, deitamos as culpas em algo abstracto, desculpando-nos da nossa incapacidade para conseguir traduzir em bem estar, e em felicidade, as evoluções que vamos alcançando. O mais interessante é que é essa insatisfação que nos alimenta e nos mantém vivos num ciclo vicioso. Sentimo-nos frustados e por isso ambicionamos mais. E assim, como se de uma função inversamente proporcional se tratasse, lá o mundo vai avançando num ritmo cada vez mais frenético. E por cada pulo que dá, nós afundamo-nos mais um pouco. E de pulo em pulo temos o nosso destino traçado. Enterrado.

sábado, novembro 05, 2005

Passos em volta

Já começa a ser hábito que, ao fim de semana, venha para aqui desculpar-me por não ter escrito mais e não sei quê. A verdade é que, por muito que queira mudar, ainda não consegui dar a volta a isto. Perdi o ritmo. A falta de tempo e a preguiça, mais as outras coisas todas que me vão preenchendo, consomem-me. Porém, insisto em continuar a passar por aqui. Nem que seja para me penitenciar.

Este espaço sempre foi um pouco mais do que um passatempo. Por isso me custa tanto não escrever mais. Não é que eu tenha algum desejo compulsivo de escrever. Pelo contrário, não sei se já repararam, mas isto até é um enorme esforço. Um fardo. Porém, é um fardo que carrego com gosto. Digamos que o Coisas Breves é o meu amigo imaginário com quem tenho algumas conversas de ocasião. Conversas de café. E, como em todas as conversas de café, não posso deixar de prescindir de uma réplica ou de um comentário. Caso contrário, arrisco-me a ficar a falar sozinho.

quinta-feira, novembro 03, 2005

The Best

Gastei muito dinheiro em bebida, mulheres e carros rápidos. O resto desperdicei. George Best

terça-feira, novembro 01, 2005

Quero o meu dinheiro de volta!

Quero o meu dinheiro de volta
Tanta gente a dar-me a volta
Não foi para isto que eu vim cá
Quero o meu dinheiro de volta
Não é tarde, nem é cedo
Quero o meu dinheiro já

Jorge Palma