sábado, outubro 29, 2005

Um cochilo depois do almoço

segunda-feira, outubro 24, 2005

A Gripe das Aves

A propósito da gripe das aves, não se consegue perceber esta pandemia de histeria que assola a comunicação social. O alarmismo é tal que acaba por ter mais efeitos negativos do que propriamente a gripe das aves poderá alguma vez vir a ter. De facto, não deixa de ser estranho que ande todo o mundo excessivamente preocupado com um vírus que até já existe há alguns anos na Ásia, onde vivem mais de 2 mil milhões de pessoas, e que, até hoje, apenas resultou, em zonas com condições óptimas à propogação do vírus, em residuais casos de contágio. Ainda assim, assistimos, em tempos de aperto financeiro, a um desvario de gastos em vacinas, que não sabemos serem eficazes, para vírus que sabemos ainda não se transmitirem entre humanos e que muito provavelmente nem chegarão perto de nós. E o mais triste é que, enquanto isso, como ouvia hoje na rádio, vão morrendo centenas de pessoas por cada minuto que passa, por doenças como a malária, a tuberculose, paludismo e outras , que não merecem um minuto sequer da nossa atenção e do nosso histerismo. Mas isso já não nos incomoda tanto comos os patos, gaivotas e papagaios, afinal, esses que infelizmente morrem todos os dias, não passam de aves raras com convenientes dificuldades de migração, e por isso, sem hipóteses de nos contagiarem.

Chega de fotos...

Sofia Maria um tanto quanto tímida nesta foto.

Revista Maria, Consultório Sentimental

Querida Maria,
Há dois dias apareceram-me uns pés de galinha ao canto dos olhos. Será sintoma de gripe das aves?

in Contra-Indicado

domingo, outubro 23, 2005

As iludências aparudem

Os jovens de hoje não são tão feios como eram. Por exemplo as mulheres, especialmente as mulheres, parecem-me ter muito melhor aspecto hoje do que quando comparadas com aquelas das reportagens da RTP memória de há 15 anos atrás. Mas não é só uma questão de aspecto e de bom gosto. É mais do que isso. Basta ir a um qualquer centro comercial, excepto o Fórum Montijo onde as pessoas continuam feias todos os dias, para confirmar que a beleza física se democratizou e generalizou. Os Portugueses estão a ficar mais altos, mais direitos, mais sensuais, mais cuidados, enfim, mais bonitos. Claro que ainda continuamos a vestir muito mal e a ter o cabelo oleoso, mas, como as diferenças para os atarracados dos nossos antepassados são tão grandes, é impossível negar que, pelo menos fisicamente, fomos, estamos a ser, geneticamente apurados. Tal como Charles Darwin o fez, poder-se-ia reduzir tudo isto a uma questão de selecção natural. Talvez assim até se explicasse outro facto indesmentível que é de que, no caso dos homens, além de estarem mais bonitos, estarem, ao mesmo tempo, cada vez mais burros - afinal as mulheres sempre escolheram aqueles homens com um palminho de cara e um dedo de cérebro. Mas, por muito que nos custe, acho que no fundo tudo isto se deve apenas aos efeitos da globalização, sempre a globalização, e, claro, aos hambúrgueres, ao Clearasil e aos conselhos de beleza da Revista Maria.

sábado, outubro 22, 2005

Onde está o Wally?

sexta-feira, outubro 21, 2005

Hoje em dia conhecemos o preço de tudo e o valor de nada

Nunca trabalhei tanto. Mais, nunca tive tão pouco tempo para fazer o que gosto. E o pior, é que também nunca andei tão liso como agora. Por isso, não se admirem de que, de quando em vez, recorde e fale de Cabo Verde e de São Nicolau. Nem imaginam a diferença.

quinta-feira, outubro 20, 2005

Frase do dia

O que eu espero senhores, é que depois de um razoável período de discussão, todo o mundo concorde comigo. Wiston Churchill

quarta-feira, outubro 19, 2005

Uma ideia

E de repente, começo a achar que a solução, deste problema a que chamamos Portugal, pode muito bem passar pela produção de energia eléctrica a partir de centrais nucleares nacionais. E porque não? Pelo menos sempre nos traria, além dos óbvios benefícios económicos e ambientais, algum alento, independência e auto-suficiência.

terça-feira, outubro 18, 2005

Como contar a história da Cinderela às crianças de hoje*

" Há bué da time, havia uma garina cujo cota já tinha esticado o pernil e que vivia com a chunga da madrasta e as melgas das filhas dela. A Cinderela (Cindy p'ós amigos), parecia que vivia na prisa, sem tempo para sequer enviar uns mails. Com este desatino todo, só lhe apetecia dar de frosques, porque a madrasta fazia-lhe bué da cenas. É então que a Cindy fica a saber da alta desbunda que ia acontecer: Uma rave!!! A gaja curtiu tótil a ideia, mas as outras chavalas cortaram-lhe as bases. Ela ficou completamente passadunte, mas depois de andar à toa durante um coche, apareceu-lhe uma fada baril que lhe abichou uma farda baita bacana, ela ficou a parecer uma g'anda febra. Só que ela só se podia afiambrar da cena até ao bater das 12. Tás a ver, meu? A tipa mordeu o esquema e foi para a borga sempre a bombar. Ao entrar na party topou um mano cheio da papel, que era bom comó milho e que também a galou logo ali. Aí a Cindy, passou-se dos carretos, desbundaram "ól naite long", até que ao ouvir as 12, ela teve de se axandrar e bazou. O mitra ficou completamente abardinado quando ela deu de frosques e foi atrás dela, mas só encontrou pelo caminho o chanato da dama. No dia seguinte, com uma alta fezada, meteu-se nos calcantes e foi à procura de um chispe que entrasse no chanato. Como era um ganda cromo, teve uma vaca descomunal e encontrou a maluca, para grande desatino das outras fatelas que ficaram a anhar. Tá-se bem."

*Recebido por e-mail

segunda-feira, outubro 17, 2005

Extra! Extra!

A gripe das aves já chegou ao Porto. Foi uma águia que a levou, há 50 mil infectados e um pinto em coma!

in Contra-Indicado

domingo, outubro 16, 2005

Licença maternidade

Olá leitores do Coisas Breves. Ainda estou de licença maternidade mas passei por aqui entre uma troca de fraldas e uma mamada para dizer que estou com saudades de postar nesse blog. Em breve colocarei uma foto da Sofia.

“Daqui a cem anos, não importará o tipo de carro que dirigi, o tipo de casa em que morei, quanto tinha depositado no banco, nem que roupas vesti. Mas o mundo pode ser um pouco melhor porque eu fui importante na vida de uma criança.”
Anônimo

sábado, outubro 15, 2005

Metamorfoses

sexta-feira, outubro 14, 2005

Sinto falta de ter tempo para inventar coisas para passar o tempo

Um dos meus passatempos preferidos, enquanto estive em São Nicolau, era sentar-me na única esplanada da terra e pôr-me a olhar para as pessoas que passavam na rua e adivinhar de quem eram irmãos. Pode parecer estranho mas garanto que, além de ser um jogo socialmente relevante, é super divertido. Especialmente porque, apesar de conhecer todas as pessoas da vila onde morava, não conhecia as relações familiares que tinham entre elas. Pois, como sabem, quase todos os cabo-verdianos têm mais do que 10 irmãos e, sublinhe-se, quase nunca dos mesmos dois pais. Ou seja, as combinações possíveis eram imensas, o que para o caso só aumentava a dificuldade e interesse do jogo.

quinta-feira, outubro 13, 2005

Matemática

Matemáticos são pessoas capazes de dizer que, quando há supostamente 3 pessoas em uma sala e dela sairem 5, duas devem entrar para a sala estar vazia.

quarta-feira, outubro 12, 2005

Premonições

Hoje sonhei que tinha ganho o segundo prémio do euromilhões. E, apesar de só me calharem uns míseros 15 mil euros, a sensação* foi muito boa. Especialmente porque comprei uns sofás lindos, que tanta falta me fazem. Mas escrevo este post apenas porque quero premiar todos os que por aqui passam. Assim, apoiado no meu sonho, garanto-vos que dois dos números que vão sair na próxima semana são o número três e o cinco. Boa sorte e, por favor, não digam nada a ninguém.

*De facto, a sensação de pensar no que se há-de fazer com o dinheiro é muito mais agradável do que a sensação de pensar no que se há-de fazer sem dinheiro...

Ressaca eleitoral

Todos - enfermeiros, policias, militares, juizes, magistrados, professores, funcionários públicos em geral e sei lá mais quem - protestam contra o governo. E, em muitos casos, legitimamente, pois os seus direitos, adquiridos segundo alguns, foram postos em causa. Porém acontece que, por exemplo, apesar dos professores acharem muito injustas as medidas que o governo tomou a seu respeito a verdade é que já não acham tão mal as medidas tomadas a respeito dos enfermeiros, juizes, magistrados, e.t.c. Ou seja, por muito que não se queira, todos entendem e compreendem a necessidade e a justiça destas medidas. Pelo menos para os outros, claro.

Dizem, alguns, que nunca se viu um governo, com apenas 6 meses de governação, sofrer tanta contestação - e ter, através do partido socialista, um resultado tão fraco numas eleições, como as desta semana. De facto, admito, é verdade. Nunca se viu. Mas, admitem, nunca um governo fez tanto em tão pouco tempo e, ainda por cima, sem ligar a calendários eleitorais. Isso, também, nunca se viu.

Mas o que mais me espanta são os comentadores e os partidos de direita. Há uns meses atrás defendiam reformas e mais reformas. Mais, achavam que eram os únicos capazes de o fazer. E agora, protestam, queixam-se e acham demais. Mas a verdade é que só o fazem por oportunismo e vergonha. Pois, no fundo, o que lhes dói não são as medidas em si, mas sim o facto de não terem sido eles , os de direita, a terem a coragem e a determinação de as fazerem.

terça-feira, outubro 11, 2005

Saudades da mnha terra de São Nicolau (III)

segunda-feira, outubro 10, 2005

Parece que foi ontem!

Sem dar conta disso, o Coisas Breves faz hoje um ano de aniversário. Tem valido bem a pena. Porquê? Sei lá.

Autárquicas

Gosto das noites eleitorais. E esta, apesar de as coisas não terem corrido para o melhor, não fugiram à regra. Mais do que as sondagens, dos discursos dos vencidos e dos vencedores, aprecio a guerra entre as televisões e os comentários dos comentadores residentes. E desta vez, não pude deixar de constatar, que a TVI e a RTP estiveram bem e que a SIC foi uma pobreza. Quanto aos comentadores foi interessante confirmar, em comparação com António Vitorino, a mediocridade dos comentários do Professor Marcelo de Sousa e a sempre animada conversa na TVI entre o Miguel Sousa Tavares e a patética Constança.

Quanto ao mais, só desejo que os candidatos eleitos façam o seu melhor e que o governo não se desvie em nada na sua determinação e coragem. E, já agora, que as televisões deixem de dar importância às Fátimas Felgueiras e Valentins Loureiros que os portugueses insistem em cultuar.

domingo, outubro 09, 2005

Por acaso

O acaso é o reconhecimento da nossa incapacidade para controlar o conjunto de variáveis que determinam um acontecimento. O acaso define o que não conseguimos prever. Contudo, se conseguirmos repetir exactamente, em todas as suas variáveis, uma determinada situação ou experiência o acaso torna-se previsível. Por isso que, em teoria, o acaso não existe. Ou melhor, por isso que, na prática, o acaso ainda existe.

Da mesma forma, o que é uma emoção senão mais do que uma sequência de reacções químicas do nosso cérebro? Não há emoções irrepetíveis. Basta que controlemos todas as variáveis e a reproduzamos.

Tudo pode ser sintetizado. Afinal, somos pó. Simplesmente pó.

sábado, outubro 08, 2005

Macaquices

Durante estes dias tenho passado muito tempo a conduzir. E, de vez em vez, dou comigo a pensar e a pensar. Além de ainda não ter percebido porque é que, em tempo de crise e de queixume generalizado, todos têm um carro melhor que o meu, assaltam-me, quilómetro a quilómetro, outras dúvidas muito mais interessantes. Por exemplo, com esta história de os carros terem ar condicionado, pergunto-me repetidamente para onde é que vão os macacos do nariz do condutor que antigamente eram orgulhosamente deixados em queda livre pela janela do carro? A questão é pertinente, especialmente para quem faz muitos quilómetros diários, visto que a solução de os colar por baixo do assento tem enormes incómodos. Ou não é verdade que na tentativa de descolá-los do dedo, contra o assento em veludo, se fica, invariavelmente, com mais dois ou três colados?

Politiquices

Para muita pena minha não tenho tido oportunidade de aqui comentar alguns factos políticos que vão acontecendo pelo nosso Portugal. Especialmente aqueles que dizem respeito à campanha eleitoral para as eleições do dia de amanhã. Houve de facto muitas situações hilariantes* que mereciam pelo menos uma leve referência. Mas, como os políticos não mudam, fica para uma próxima oportunidade.

Apesar de me apetecer imenso falar de política, ainda não vai ser desta. Até porque tenho de pensar um pouco mais nas frases e tal. De qualquer forma, aqui fica um excerto de um artigo de opinião, do Emídio Rangel, que li hoje e gostei.

Sejam quais forem os resultados das eleições autárquicas, Sócrates manter-se-á no seu posto com a mesma determinação com que iniciou funções de primeiro-ministro e com o único objectivo de, contra ventos e marés, reequilibrar as contas do País, promover o desenvolvimento económico e consolidar a Democracia. (...)

Estive a ‘puxar’ pela memória para me lembrar de um primeiro-ministro após o 25 de Abril que tenha mostrado a mesma coragem de falar verdade, ainda que o seu partido viesse a ser penalizado por isso. (...) Sócrates terá sido o primeiro-ministro que não escondeu a realidade, não mascarou a verdade das coisas, nem cedeu a facilitismos por causa de eleições. Os portugueses deviam estar particularmente gratos a um cidadão que assume com esta frontalidade e sentido do interesse nacional as tarefas da governação. O País precisa destas reformas que estão a ser desenvolvidas pelo Governo.(...)

Sócrates fez mais em seis meses pelo País do que os últimos governos do PS e do PSD juntos. E tem-no feito com um enorme bom senso e equilíbrio, procurando ser justo, protegendo os mais desfavorecidos. Sem nunca pôr em causa os parâmetros do Estado Social, mas também sem nunca quebrar quando foi desafiado por grupos poderosos da sociedade que se consideram intocáveis. (...)

Sócrates merece assim o aplauso do País e, se não for feita justiça agora, a História encarregar-se-á disso, porque é muito claro, hoje, que Cavaco Silva e José Sócrates foram os melhores portugueses no desempenho daquele lugar, após o 25 de Abril. (...)

*A propósito, espero que tenham ouvido a paródia que a antena 3 fez do debate entre o Carrilho e o Carmona. De ficar em lágrimas, ao ponto de ter tido quase um acidente por falta de visibilidade.

Fase pós-traumática

Estou em fase de (re)adaptação e, por isso, ainda não consegui arranjar um tempo para retomar a escrita regular aqui no Coisas Breves. Até tenho tido algumas ideias ,e não sei quê, mas o regresso a esta vidinha de cão, de lata, claro, inibe qualquer vontade.

Saudades da mnha terra de São Nicolau (II)